Perfect painting in my mind

It has been a challenge describing the month that I’ve spent in Morocco. For all that I have seen, everything stayed in my mind like a permeant painting on the wall, where I can just stare at it for a second; and flashbacks will make sure to remind me of all my adventures.

A beautiful painting of those colorful heard-scarfs wrapped around the shy women’s head, the cement color of the old Medina walls screaming history, the calm and yet dangerous sand of the enormous Sahara desert, the icing cold of the Atlas mountains, the kind Moroccan eyes of the people that crossed my path, or the innocent smiles of the childcare kids I took care of — all that and more set up a painting in my mind of the beautiful Morocco I saw.

I also saw the dirty, loud, dangerous and the women repressive Morocco. I felt lonely, confused and even afraid sometimes. I was out of place and out of my comfort zone, like I have never been before. I experienced an intense cultural shock that changed my life.

Morocco was an eye opening. It was the perfect place to leave all the discrimination, judgments, arrogance, differences and close minds behind.
I was able to embrace those that embraced me in their homes, despite all my differences. I was able to enjoy everything about their culture, including their amazing food. I was able to understand and respect their religion and beliefs, that once was unknown.

Although I have traveled to many countries before where I felt like an alien, I never stayed in a place for the amount of time I did during Morocco, since my traveling was always done while I was in school. Over there, I was able to work, study and get close to my host Moroccan family, volunteers, teachers and the kids of the childcare.

Traveling for two days from Hawaii, arriving in Morocco was a relief. Crossing through the immigration in Rabat, Morocco’s capital, was a “get ready” reminder of how language barrier will be walking beside me. Why in the world did I not learn French? Arabic, was unreal.

At the airport, I was already able to see the different faces; none of those familiar, which made me realize how far I was from home.

No one was waiting for me at the gate. Technically, there was supposed to, but the volunteer company got a bit confused with airports. My first challenge, right off the airplane…trying to explain to someone I needed a phone. I took a deep breath. I had all the reasons to maybe freak myself out. Trust me, it freaked me out a little to imagine myself all the way in Northern Africa.

However, good souls always come around. I was able to communicate with a local that borrowed her phone. I contacted the company’s advisor, met the other volunteers, and got taken to my next destination…where it all began.

 

 

Quadro perfeito na minha mente

Tem sido um obstáculo descrever o mês que passei no Marrocos. Tudo que vi, ficou na minha mente como um quadro permanente na parede, onde eu preciso somente olhar por um segundo; flashbacks fazem questão de me lembrar de todas as aventuras.

Um lindo quadro daqueles lindos lenços coloridos envolto das cabeças das tímidas mulheres, a cor de cimento das velhas paredes da Medina que gritam história, a calma e perigosa areia do enorme deserto do Saara, o frio nas montanhas Atlas, os bondosos olhos Marroquinos dos que cruzaram meu caminho, ou os sorrisos inocentes das crianças da creche que cuidei — tudo isso e mais estabeleceu o quadro na minha mente, do lindo Marrocos que vivi.

Também vi o Marrocos feio, barulhento, perigoso e que reprime mulheres. Me senti sozinha, confusa e muitas vezes tive medo. Me senti longe da minha área de conforto, como nunca estive antes. Eu experimentei um choque cultural intenso que mudou a minha vida.

Marrocos abriu os meus olhos. Foi um lugar perfeito para deixar para trás qualquer tipo de discriminação, julgamentos, arrogância, diferenças e mentes fechadas.
Eu abracei aqueles que humildemente me tiveram em suas casas, apesar de todas as nossas diferenças. Eu pude desfrutar muito da sua cultura, incluindo a deliciosa comida. Eu pude entender e respeitar sua religião e crenças que antes eram desconhecidas para mim.

Apesar de já ter viajado para diversos países antes onde me senti como um alienígena, eu nunca fiquei em um lugar com a mesma quantidade de tempo que fiquei no Marrocos, já que sempre viajei enquanto estudava. Lá, pude trabalhar, estudar e me sentir perto da família Marroquina que me recebeu, dos outros voluntários e professores da creche.

Viajando dois dias do Hawaii, chegar no Marrocos foi um alívio. Passando pela imigração em Rabat, a capital do Marrocos, foi mais um lembrete de “se prepare” para a barreira linguística que estará andando do meu lado. Porque diabos eu não aprendi Francês? Árabe então, fora de cogitação.

No aeroporto eu já podia reparar os diferentes rostos; nenhum familiar, onde me dei conta o quanto estava longe de casa.

Ninguém me esperava no portão. Tecnicamente, deveria ter, mas a companhia de voluntários que iria trabalhar se confundiram. Meu primeiro obstáculo, logo após saindo do avião…tentando explicar para alguém que precisava de um celular. Respirei fundo. Tive todas as razões para perder o bom senso. Acredite, pirei um pouco em imaginar-me sozinha na Africa do Norte.

Porém, boas almas sempre aparecem. Eu pude me comunicar com uma local que me emprestou seu celular. Falei com a assessora da companhia, conheci outros voluntários, e fui levada até o meu próximo destino…onde tudo começou.

Categories: Morocco | 2 Comments

Thoughts before Morocco

People’s reaction when I said I was leaving to Morocco was usually the same. Most of them just thought it was insanity, a young woman like me traveling alone in a Muslim country where I do not even know the language. So typical. And that is why I can’t stand the expected, the usual, the same. My soul feeds from the curious, mystical, unknown. Living in paradise can be very fortunate, but it just reminds me that there is much more out there to be discovered.

Since 9/11 not just the United States but the whole world have judged the Muslim countries and its people without even really knowing them. I have never experienced a country where 98% of its population was Muslim, and there is no better way to learn then being there.

I was worried at first. Having these “feminists” ideas of how women should be really treated, and throwing myself out there, was a big step. I read so much about women not being able to drive, not being able to vote, not allowed to walk alone or without head scarfs,  really freaked me out. I was ready to feel like a little aunt trying to protest and being stepped all over.

The last image I had from Morocco was from the Brazilian novel “O Clone,” where although they showed the beautiful culture, they also showed men having multiple wives, women not having a saying in anything and constantly afraid of being humiliated in the middle of the Medina.

Come on, I knew there was much more than that. Generalization is the biggest weapon in heads of society. The beauty of traveling is discovering you were wrong all along.

I got on that plane with just a suitcase and an open mind ready for anything. My heart was genuinely open to teach those kids the little I knew, and I was ready to learn much more from them. I knew the language barrier was going to be harsh – I knew no Arabic nor French (their second language). Not being able to communicate was something that I had been through before, and I could still remember how frustrating it can be.

But if it was easy, anyone would do it. It takes a lot to be a traveler not a tourist, and look every experience from the bright side.

Trust me, everything you know about Morocco is probably wrong.

I am fascinated by its people and its culture and I will try my best to share each and every amazing experience I had.

Salam!

Image

Pensamentos antes do Marrocos

A reação das pessoas quando disse que viajaria para o Marrocos foi quase sempre a mesma. Quase todos acharam insanidade, uma jovem mulher viajando sozinha em um país Islâmico onde eu nem sabia falar a língua. Tão típico. E por isso que eu não aguento o esperado, o normal, o mesmo. Minha alma se alimenta do curioso, do místico, do desconhecido. Morando no paraíso pode ser afortunado, mas só me lembra o quanto existe lá fora para ser descoberto.

Desde o incidente do dia 11 de Novembro, não só os Estados Unidos mas o mundo inteiro tem julgado os países Islâmicos e suas pessoas sem ao mesmo saber um pouco sobre eles. Eu nunca tinha tido uma experiência em um país onde 98% das pessoas são Islâmicas, e não existe a melhor maneira de aprender do que estando lá.

Eu estava preocupada no início. Tendo essas ideias “feministas” de como a mulher tem que ser tratada, e me jogando nesse mundo dessa maneira foi um grande passo. Eu li muito sobre mulheres sem direito de dirigir, de votar, sem puder andar sozinha ou sem o lenço, me assustou. Ei estava preparada para me sentir uma formiga tentando protestar e sendo pisoteada.

A última imagem do Marrocos que me restou foi da novela Brasileira “O Clone,” onde embora mostrassem a linda cultura, também mostravam homem tendo mais múltiplas mulheres, elas sem ter uma palavra em nada e constantemente com medo de serem humilhadas no meio da medina.

Pera lá né, eu sabia que existia muito mais do que aquilo. A generalização é a pior arma na mão da sociedade. A beleza de viajar é descobrir que você estava errado o tempo todo.

Eu entrei no avião somente com a minha mala e uma mente aberta para tudo. Meu coração genuinamente estava aberto para ensinar um pouco que sabia, e estava preparada para aprender muito mais deles. Eu sabia que a barreira da língua seria difícil – Eu não sabia nada de Árabe nem Francês (a segunda língua deles). A sensação de não poder se comunicar era um sentimento que eu já tinha sentido antes, e eu ainda me lembro de como era frustrante.

Mas se fosse fácil, todos fariam. Há a grande diferença de ser um viajante e um turista, e ver cada experiência por seu lado positivo.

Acreditem, tudo que vocês acham do Marrocos, está provavelmente errado.

Eu estou fascinada por suas pessoas e a sua cultura. Farei o melhor para compartilhar cada experiência maravilhosa que tive estando lá.

Salam!

Categories: Morocco | Leave a comment

Next stop- Morocco

Like I have mentioned before, you don’t realize the effects of Semester at Sea or traveling in general, until you notice your way of thinking reflecting on your decisions. Any decision, from big to small, silly or important; the point is, you see a little of a “new you” every day and it can be scary.

I did not just get a poisoned travel bug, but I started to constantly want to do something useful with my life.

I saw myself constantly studying and working hard, getting closer and closer to the finish line of my college life, and doing a good job. However, I still felt like something was missing.

I didn’t understand why I had to give some of my food every time I saw a homeless on the street, hoping they would not starve; or why I had the biggest urge to smile at strangers, hoping they would have a better day; or why I actually started caring whenever I asked “how are you doing?” to random people, hoping they would see their thoughts being heard.

Overall, I did not understand why things I already did sometimes without thinking, now became something I just had to do. Not because it turned to an obligation, but because my heart begged to – every time.

In the beginning I questioned myself, “seriously? Is this to make myself feel better? Or make me feel like a better person in the middle of all these people? Cause I ain’t no saint, and don’t want to be one!”

Then I realized it was never really about me. In reality, during those moments I didn’t think about myself, not once.

And I wish more people had moments like these, to just let your heart speak and act upon it. If we were all less selfish and looked a bit more around us instead of forward all the time, we would see the bigger picture.

And I thank all of these confusing yet clear thoughts to my struggles and happiness during my travels.

That’s why I decided to take another big step on my beginners travelers’ life – to travel, obviously. But not any kind of traveling. I wanted to spend a month doing something good for the community, just because I can. Because we all can, we just have to want to do it.

It would be my last Winter Break in college, and although I would love to spend it with my family, I decided to save all the money I could and volunteer in a country full of culture, history and people.

I chose Morocco.

Próxima parada- Marrocos

Como já tinha dito antes, você não se dá conta dos efeitos do Semestre do Mar ou de viajar em geral, até quando você começa a perceber o seu jeito de pensar refletindo nas suas decisões. Qualquer decisão, grande ou pequena, besta ou importante; o importante é que você vê um pouco do “novo você” todos os dias, e isso pode assustar.

Eu não só fui pega pelo mosquito venenoso viciado em viajar, mas comecei a querer fazer algo útil com a minha vida.

Eu me vi constantemente estudando e trabalhando pesado, chegando mais perto da linda final da minha vida na faculdade, e fazendo um bom trabalho. Entretanto, eu ainda sentia que estava faltando alguma coisa.

Eu não entendia porque eu tinha que dar um pouco da minha comida toda vez que via alguém na rua, com a esperança que ele não estivesse faminto; ou porque eu tinha o maior desejo de sorrir para um estranho, com esperança de melhorar o seu dia; ou porque eu realmente comecei a me importar toda vez que perguntava “como você está?” para qualquer pessoa, com a esperança deles perceberem suas vozes sendo ouvida.

Eu não entendia porque coisas que eu já fazia muitas vezes sem pensar, agora se tornaram coisas que eu tinha que fazer. Não porque viraram uma obrigação, mas porque meu coração pedia – toda vez.

No começo eu me perguntava “Sério? Isso é para me fazer sentir melhor? Ou me fazer sentir um ser humano melhor no meio desse bando de gente? Porque eu não sou um santo, e não quero ser um!”

E daí eu me toquei que nunca teve nada a ver comigo. Na realidade, durante esses momentos eu não pensei em mim, nem uma vez.

E eu queria que mais pessoas tivessem momentos assim, de deixar o coracão falar e agir sobre ele. Se nós fossemos menos egoístas e olhássemos mais ao nosso redor ao invés de para frente sempre, enxergaríamos a imagem mais complete.

E eu agradeço a todos esses sentimentos confusos porém claros há minhas lutas e felicidades durante minhas viagens.

Por isso decidi tomar mais um grande passo na minha vida iniciante de viajante – viajar, óbvio. Mas não qualquer tipo de viagem. Eu queria passar um mês fazendo algo de bom para a comunidade, somente porque eu posso. Porque todos nós podemos, basta querermos.

Seria a minha última férias de inverno, e embora eu adoraria passar com a minha família, eu decidi juntar todo o dinheiro que poderia e fazer um trabalho voluntário em um país cheio de cultura, história e pessoas.

Eu escolhi o Marrocos.

Categories: Morocco | 1 Comment

Aftershock

After Semester at Sea is done, you have no idea what life is going to be like. You are expected to become an “alien” to this world called reality. Yet, no one understands that “reality” is really what you went through on that ship! Reality is waking up in a different country every now and then, being able to live it; not from any books, magazines or websites, but through your own eyes. That my friend, is reality. 

But truth is, no one really cares and won’t ever understand when your eyes brighten up a little when you talk about all the countries you visited and all the wonderful people you met. There is not one person that gets it when you want to cry a little every time you talk about those kids Ghana, or how you want to laugh thinking about the amazing times you had on the ship with your new friends. 

Image

Image

Image

And that is when reality hits – welcome to your new stranger country called home.

I was so happy to see all my loved ones in Brazil, and later on, I was even happier to see my friends in Hawaii and start a brand new semester. I had no idea I would see the effects of my trip on daily basis. I started to feel left out on conversations, because I felt like they were “boring.” I wanted to talk about the politics of one “cool” country. What about history? Let’s talk about languages,geography, issues to be solved, please. Then, I started to get mad at everyone that used water too much; or who threw garbage on the street; or who complained about e-v-e-r-y-t-h-i-n-g, especially how much they are depressed because they have no clothes to wear to a party, or they couldn’t buy the iPhone 5. 

There were times where I wanted to close my eyes and disappear. I am not going to lie that adjusting was hard, and I seriously feel like i have not adjusted yet. Hard is to see myself falling in this world, having to buy a phone, caring if I have internet or not, things that it did not matter a few months ago. I still have days (almost everyday), where I want to open my eyes and see myself on the ship again, with the same people, doing the same activities I used to do. I want to feel that same excitement, the same desire, the same knowledge. 

The trip came to an end, but it feels like a brand new beginning.

Image

Abalos secundários

Depois que Semestre no Mar chega ao fim, você não tem nem ideia  como a vida será a partir dali. E esperado que você se torne um “alienígena” a esse mundo chamado de realidade. Mas, ninguém entende que “realidade” é realmente o que você viveu no navio! Realidade é você acordar sempre em um país diferente, podendo vive-lo; não por livros, revistas ou websites, mas pelos seus próprios olhos. Isso meu amigo, que eu chamo de realidade. 

Mas a verdade é que ninguém está nem ai e nunca entenderá quando os seus olhos brilharem um pouco mais quando você comentar sobre todos os países que visitou e as pessoas maravilhosas que conheceu. Não existe uma pessoa que vá entender quando você sentir vontade de chorar toda vez que você falar daquelas crianças em Ghana, ou rir quando você lembrar dos momentos especiais que viveu no navio com seus novos amigos.

E é aí que a realidade bate – seja bem vindo ao seu novo estranho país chamado casa.

Eu estava muito feliz em ver todas as pessoas que amo no Brasil, e depois, feliz ainda de ver meus amigos no Hawaii e poder começar um novo semestre. Eu não tinha nem ideia que eu veria  os efeitos da minha viagem regularmente. Eu comecei a perceber que me sentia de fora das conversas, porque sentia que elas eram chatas. Eu queria falar sobre a política sobre qualquer país “massa” por ai. E história? Vamos falar de línguas, geografia, problemas que possam ser resolvidos no mundo, porfavor. E aí, eu comecei a brigar com todos que desperdiçavam água demais; ou quem jogava lixo no chão; ou quem reclamava de t-u-d-o, principalmente quando eles falavam o quanto eles estavam em depressão porque não tinham roupa nenhuma para usar naquela festa bombada, ou porque eles não podiam comprar o Iphone 5.

Teve momentos em que eu queria fechar os olhos, e desaparecer. Não vou mentir que se ajustar a tudo foi difícil, e as vezes eu ainda sinto que não me ajustei. Difícil é me ver caindo nesse mundo, tendo que comprar um celular, me importando se eu tenho internet ou não, coisas que uns meses atrás não faziam diferença.

Eu ainda tenho dias(quase todos os dias), que eu abro os olhos e me vejo no navio novamente, com as mesmas pessoas, fazendo as mesmas atividades que eu fazia. Eu quero sentir a mesma sensação de liberdade, o mesmo desejo, e quero mais daquele conhecimento.

A viagem chegou ao fim, mas é um novo começo.

Categories: Uncategorized | 2 Comments

When it comes to an end

It feels weird. Leaving is weird. You are prepared that this moment will come even before you get on the ship, but for some reason the preparation is never enough. Now, it’s over. Something that I called my routine, it’s now a memory, something inevitable not to think of.

Th feeling of packing the room is indescribable. To see others pack their lives away is even worse. Four months of a life that no one will ever understand, not even yourself, in one suitcase is not easy. 

Image

Through the whole trip I kept saying I have being going through motions, without even stopping to think about it – well, now I did. I stopped, and it hurts, cause time isn’t. A place where it felt warm, comfortable and filling, now looks cold and empty. The room that described my whole trip with all my pictures and postcards on the wall, looks like a strangers’ house.

Image

The halls were filled of us signing each other’s world maps, as if it was the last time we would see each other, which is most likely true for a lot of us.

Image

The feeling of saying good-bye to those trying to figure out the world with you, that cried with you when they didn’t get it and smiled with you when they simply felt part of it was heartbreaking. I had breakfast, lunch and dinner everyday with them, without the interruption of a phone or Facebook. We just understood each other so much that felt like we were each a small piece to a big puzzle, and together we were able to figure it out.

Image

When the ship was arriving I saw my mother, jumping up and down with a Brazilian flag. I saw all those parents that were relieved we made it back safely into their arms. My mind played a trick on me, where for a second I felt happy to be off the ship and hug my mom again. But don’t get me wrong, I figured it all out. I was happy because of who was out there, not because I wanted to be out there again. The ship became my safe zone, and now being back to my reality felt like an adventure I didn’t want to be part of. Being a stranger in someone’s country is acceptable, but a stranger at your own house can be the bigger challenge.

Image

Image

- part of the journal I wrote after getting off the ship. 

Finals week was stressful, just like in any other college. More stressful was looking at each other knowing we only had a few days together. We tried everything- not sleeping, watching movies, dancing, eating, talking, playing music – and it wouldn’t work. We tried as much as we could to fill that emptiness that was already there. We already thought about our lives without one another inside that ship, where everyday we learned something new about the world and ourselves. It is true when they say you will make some lifetime friends. Saying bye to the crew members was also hard, because they completed my routines, shared stories with me, and inspired me in so many ways. 

While I was walking down those stairs for the last time, tears were finally starting to show its presence. There you go, I stopped denying it, and it is finally kicking in.

I hugged my mom so tight, it felt unreal to finally see her again, although it felt like she was with me through the whole way. I watched everyone go away with their families, or off to their new adventures, and I thought to myself: Thank you, God. Thank you so much.

Seeing the ship from the outside angle, was very different.

Image

I remember the feeling of looking at pictures of the ship wishing I was there. I remember getting inside the ship the first time, not believing my dream was coming true. I still remember getting lost on the ship when it looked unfamiliar. I remember the feeling of making it my home and everyone in it. I remember every port, every adventure, everyone that was part of it. And now, I remember the feeling of leaving, and being able to say I lived this dream. I made it come true, and that no one will ever take from me. 

I don’t just remember the moments, but the way I felt, it’s what makes me come alive. It’s what reminds me that everything is possible. If I made this happen, I can make anything happen. 

Now, I can say I am a traveler, not a tourist. Thank you Semester at Sea, for teaching me become a citizen of the world.

Image

Quando chega ao fim

E estranho. Ir embora é estranho. Você está preparado para que esse momento chegue até mesmo antes de entrar no navio, mas por alguma razão, a preparação nunca é suficiente. Agora tinha chegado ao fim. O que era minha rotina, virou uma memória, algo inevitável de não pensar a todo momento.

A sensação de arrumar as malas foi indescritível. Ver os outros arrumando suas vidas nas malas foi pior ainda. Quatro meses de uma vida que ninguém nunca vai entender, nem você mesma, agora está em uma mala.

Durante toda a viagem eu sempre disse que estava somente passando por moções, sem ao mesmo parar para pensar – bom, agora eu parei, e doeu, porque o tempo não parou. O lugar que era quente, confortável e cheio, agora estava frio e vazio. O quarto que descrevia minha viagem inteira com todas as fotos e os cartões postais na parede, agora parecia a casa de um estranho 

Os corredores estavam repletos de nós, assinando o mapa do outro, como se fosse a última vez que íamos nos ver, que para muitos, era verdade.

A sentimento de dizer adeus para aqueles que estavam tentando entender o mundo com você, que chorou quando não conseguiu, e sorriu quando se sentiu parte dele, foi simplesmente de partir o coração. Eu tinha café da manhã, almoço e jantar todos os dias com eles, sem a interrupção de um celular ou uma notificação do Facebook. Nós simplesmente nos entendíamos tanto que parecia que cada um de nós éramos um pedaço de um grande quebra-cabeça, e juntos conseguíamos desvenda-lo. 

Quando o navio estava se aproximando eu vi a minha mãe, pulando para cima e para baixo com uma bandeira do Brasil. Eu vi todos aqueles pais, que estavam aliviados de ver que estávamos voltando vivos para os seus braços. Minha mente brincou comigo, onde por um momento eu achei que estava feliz de estar saindo do navio e poder abraçar a minha mãe novamente. Não me entenda mal, eu já entendi a sensação. Eu estava feliz de ver a pessoa que estava ali fora, não feliz porque eu queria estar ali fora novamente. O navio virou a minha zona segura, e agora voltando a minha realidade parecia mais uma aventura que eu não queria fazer parte. Ser um estranho no país dos outros é aceitável, mas ser um estranho na sua própria casa pode ser um obstáculo muito maior. 

- parte do que eu escrevi no meu jornal logo depois que saí do navio.

A semana de provas foi estressante, igual como é na faculdade. Mais estressante ainda era olhar para a cara do outro e saber que era os nossos últimos dias juntos. Tentamos de tudo juntos – ficamos sem dormir, assistimos muitos filmes, dançamos, comemos, conversávamos, tocávamos música – e não funcionava. Tentamos tudo que podíamos fazer para preencher aquele vazio que já estava ali. Já imaginávamos as nossa vidas sem o outro dentro do navio, onde todos os dias aprendíamos algo sobre o mundo e sobre nós mesmos. E verdade quando eles disseram que faríamos eternos amigos. Dizer adeus para os trabalhadores do navio também foi muito difícil, pôs eles completavam o meu dia-a-dia compartilhando suas historias comigo, e me inspirando de muitas maneiras.

Enquanto descia as escadas do navio pela última vez, finalmente lágrimas finalmente mostraram presença. Pronto, parei de fugir da ideia, e estava “caindo a ficha. 

Eu abracei minha mãe tão forte, foi maravilhoso finalmente vê-la novamente, mesmo que tenha parecido que ela estava comigo durante toda a jornada. Eu observei a todos indo embora com a sua família, ou partindo para suas novas aventuras, e pensei: Obrigada, Deus. Muito Obrigada.

Eu lembro da sensação de olhar fotos do navio e desejar estar ali. Eu lembro entrando no navio pela primeira vez, sem acreditar que o meu sonho estava finalmente se realizando. Eu ainda lembro como me perdia pelo navio nos primeiros dias, quando ainda não me parecia familiar. Eu lembro de sentir que ali virou a minha casa, e todos que ali estavam. Eu lembro de todos os países, todas as aventuras e todos que fizeram parte dela. E agora, eu me lembro da sensação de ter partido, e poder dizer que eu vivi esse sonho. Eu fiz com que ele se tornasse real, e isso nunca ninguém jamais tirará de mim.

Eu não só me lembro dos momentos, mas de como eu me senti, e é exatamente isso que me faz sentir viva e o que me lembra que tudo é possível. Se eu fiz com que isso acontecesse, eu posso fazer com que qualquer coisa aconteça. 

Agora, eu posso dizer que eu sou uma viajante, não uma turista. Obrigada Semestre no Mar, por ter me ensinado a ser uma cidadã do mundo.

Categories: Uncategorized | Leave a comment

BUNGEE JUMPING in the highest bungee bridge in the WORLD!

Although we were free in every country to chase our own experience, we were not allowed to do any “dangerous” sports or activities. If they found out, either through pictures or if they heard that we did such thing, they would give us points, which if they were added up to 10 we would get kicked out of the ship.

Seriously, people did get kicked out. They were very strict about drugs, alcohol and all that jazz. I really supported them though, we were not in a party cruise, we were there to study and to grow as individuals, Of course we were all young and wanted to have fun whenever we could, but there are always people who crosses the line, so they had to step it up. However, I could not agree with the “dangerous” sports deal.

Arriving in South Africa, the first thing I did was to travel 6 hours to the highest bungee jumping bridge in the world. I made the mind of some of my crazy friends, and there we were. South Africa is one of the most beautiful countries I have ever visited. Its beauty is indescribable, 

We arrived on the bridge called Bloukrans River Bridge of 216m high. It is recognized in the Guiness World Records. Exciting, isn’t? 

Image

I already felt the adrenaline arriving there, seeing other people jump from a far, getting the equipments ready…but the fear never really kicks in until you’re on that bridge.

I did skydiving before, but bungee jumping was much more scarier. Just the walk to the platform made my legs shake. I thin they make the bridge so scary even before you get there, to see if people give up, just like some did at the platform.

Image

Arriving there, there is a DJ at the platform pumping people up. Of course I danced Zumba when he played Danza Kuduro and had a bunch of people follow! 

But, there I was, my number got called, and I was getting the rope on my leg. I never know what is going through my mind in these moments, but I know that I turned pale when I looked down.

Image

He said 1, 2 ,3 BUNGEE! I just felt the most freedom I have ever felt. The place was so beautiful, I almost questioned myself if I was already in heaven. 

Image

I was yelling my heart out, and enjoying every single second of that crazy moment of my life. I smiled when I remembered myself working out and listening to “Good Feeling,” and for some reason I would always imagine that scene of me bungee jumping from that bridge. When I was jumping, the DJ played that exact song, just like I had it in my thoughts. 

Image

It was like a moment reminding me that everything is possible, and that I was exactly where I was supposed to be, on the right track of my life.

I know this sounds so crazy coming from such a “reckless” experience, but it did feel like a magical moment. 

I cannot explain the adrenaline, but is definitely the most I have ever felt. I would do it over and over again!

 

Bungee Jumping da maior ponte de bungee do MUNDO!

Mesmo tendo liberdade de fazermos o que quiser em cada país para buscar as nossas próprias experiências, não podíamos fazer nenhum esporte “perigoso” ou qualquer atividade do tipo. Se eles descobrissem, por fotos, ou por outro meio, eles nos dariam ponto, que se chegarem até 10, somos expulsos do navio.

Sério, alguns estudantes foram expulsos. Eles eram duros com drogas, alchool e todo esse jazz. Eu apoiava eles, afinal, não estávamos em um cruzeiro de festa, estávamos ali para estudar e para crescer como individuais. Claro que somos todos jovens e também precisamos da nossa diversão sempre que puder, mas sempre tem gente que passa da linha, então eles tinham que ser estritos. Mas, eu não apoiava a questão dos esportes radicais.

Quando cheguei na Africa do Sul, a primeira coisa que eu fiz foi viajar 6 horas para chegar até a maior ponte do mundo de bungee. Fiz a cabeça de uns amigos, e ali estávamos. A Africa do Sul é um dos países mais lindos que eu visitei. A sua beleza natural é incrível.

Chegamos na ponte que se chama Bloukrans River Bridge de 216 metros. E reconhecida pelo Records Guiness. Excitante, não?

Eu já podia sentir a adrenalina dali, vendo outras pessoas pulando de longe, pegando o equipamento…mas o medo geralmente nunca bate de vez, até quando você chega na pont

Eu já pulei de para quedas antes, mas bungee jumping deu muito mais medo. Somente a caminhaa até a plataforma fez com que as minhas pernas bambiassem. Eu penso que eles fazem isso para que muitas pessoas desistam antes de chegar até lá, como muita gente desistiu na plataforma. 

Chegando lá, tinha um DJ tocando e levantando a galera. Claro, que eu dancei Zumba quando ele tocou Danza Kuduro e muitas pessoas seguiram o passo!

Mas, ali estava, meu número foi chamado, e eu estava vendo a corda ser presa entre as minhas pernas. Eu nunca sei realmente o que se passa na minha cabeça nesses momentos, mas eu sei que eu fiquei pálida quando olhei para baixo.

Ele disse, 1, 2, 3, BUNGEE! Eu somente senti uma liberdade que nunca senti antes. O lugar é tão lindo que cheguei a pensar se eu tinha morrido e já estava no céu.

Eu estava gritando, e amando cada momento daquela loucura na minha vida. Eu sorri quando me lembrei malhando e ouvindo a música “Good Feeling,” que por alguma razão, eu sempre imaginava a cena de mim pulando naquela exata ponte. Quando eu estava pulando o DJ tocou a mesma música, do mesmo jeito que se passava nos meus pensamentos.

Foi um momento em que me lembrou novamente que tudo é possível, e que eu estava exatamente onde eu tinha que estar, no caminho certo na minha vida.

Eu sei que essa conversa é de maluco, vindo de uma experiência tão doida, mas realmente senti como se fosse um momento mágico.

Eu não consigo explicar a adrenalina, mas definitivamente foi a melhor que já senti. Eu faria o mesmo de novo e de novo!

Categories: Uncategorized | 1 Comment

SAS moments

On the ship, everyday was a memorable day. However, there ere events that marked our trip in an unique way. For example, the Brazil Day event,where another Brazilian student and I put together a Brazilian show showcasing samba, Capoeira and music, was very important to me. Also, the connection between Brazil and Africa event, where we had the honor to sing with Sheriff Ghale some Brazilian music with an infusion of his reggae music was amazing.

Neptune day and the day where we were on the middle of the world also marked our voyage of “weird” and unique moments.

The Bridge Tour, when I was able to check out how the ship works was very interesting. We never know what is going on while we are in the cabins and the ship is rocking!

They hosted events as BBQs and dance parties, where we would all look forward to during the week. BBQs in the middle of the ocean, and parties on top of waves…doesn’t sound bad, right?
The Sea Olympics, where each sea competed against each other was also a huge event, where we, Caribbean sea, did not win, but had so much fun working together!

The talent show, where I danced the African dance I learned in Ghana with those that shared that beautiful moment with me, was incredible. I also danced with Dani, a dance fight between Brazil and Uruguay, and the best Hip Hop dance with Nate and Daniel, where we got out of our minds, got sexy with salsa, showed off with Chris Brown and even did the Cat Daddy.

Being part of my friends Taylor, Miho, Mati and Brandon’s birthday on the ship was also special, because we were able to have a cake and dinner all together, and share that beautiful moment with them, making them feel home on their day.

The nights of sleeping on the deck or simply looking at the stars were unique. Having dinner and looking at the most breathtaking sunsets in the middle of the ocean are really hard to top. Or just our free time in our cabins doing silly things.

The final Ball was also interesting, where all of us dressed up fancy, ate and danced, just like prom all over again.

My Zumba classes every other day were the best events for me. I danced Zumba so much during this trip, including on the great wall, on the streets, on top of bungee jumping platform and on the oicking ship, where I shared my passion with my new family, that had a blast with me.

I will never forget these moments that stayed for history!

Momentos SAS

No navio, todos os dias eram dias inesquecíveis. Mas, teve eventos que marcaram a nossa viagem. Por exemplo, o Dia do Brasil foi muito importante para mim, onde eu e outro estudante Brasileiro juntos colocamos um show de Samba, Capoeira e música brasileira. Também, o evento da conexão do Brasil com a Africa, onde tivemos o privilégio de cantar com Sheriff Ghale nossa música com a infusão de tambores Africanos e reggae music foi maravilhoso.

O Dia de Neptuno e o dia em que passamos pelo meio do mundo, literalmente, também marcaram essa navegação com tantos momentos “estranho” e únicos.

A Bridge Tour, onde eu tive a oportunidade de ver como o navio funciona foi muito interessante. Nunca sabemos o que está realmente acontecendo nas nossas cabinas, especialmente quando o mar está balançado!

Tivemos eventos como churrascos e festas, que esperávamos ansiosos durante toda a semana. Um churrasco em pleno por do sol no meio do oceano, e uma festa em cima das ondas, nada mal, né?
As Olimpíadas do Mar, onde cada mar (cada sessão das cabinas do navio) competia entre si, foi um grande evento, onde o meu Mar, o Caribe, não ganhou nada mas nos divertimos muito juntos!

O Show de Talentos onde eu dancei dança Africana que aprendi em Ghana com aqueles que compartilharam aquele lindo momento comigo foi incrível. Eu também dancei com a Dani, uma guerra de dança entre o Brasil e o Uruguay, e o melhor, a dança de Hip Hop com o Nate e o Daniel.

Fazendo parte do aniversário dos meus amigos Taylor, Miho, Mari e Brandon no navio foi absolutamente especial, porque além de podermos comer o bolo e jantar juntos, compartilhamos o momento deles, fazendo com que eles se sentissem em casa.

As noites dormindo do lado de fora do navio observando as estrelas foram únicos. Tendo jantar e olhando o por do sol mais lindo no meio do oceano fica difícil de esquecer. Ou nosso tempo livre na cabina fazendo besteira.

O baile final também foi interessante, onde todos nós nos vestimos “chique,” comemos e dançamos, como se estivéssemos vivendo o Prom tudo de novo.

Minhas aulas de Zumba foram os melhores eventos para mim. Eu dancei muita Zumba durante essa viagem; na Muralha da China, nas ruas, na plataforma de bungee jumping e em um navio balançando – onde todas as vezes eu compartilhei a minha paixão pela dança com a minha nova família, que foi o melhor para mim.

Eu nunca esquecerei desees momentos que ficaram marcados na historia.

Categories: At Sea | Leave a comment

Hawaii – where I started, where it ended

As ironic as it sounds, I literally went around the world in 4 months, not just physically, but I saw it happening all inside me. After we left Japan, we headed to our last port for a day, which would be Hilo, Big Island, Hawaii. However, we stopped for almost a day in Honolulu to fill up gas. We were not able to get out since we were studying for finals, but it did not stop me from looking out in the deck and seeing my beautiful home.

For the first time, I missed Hawaii. Not that I never loved Hawaii, but I never saw Hawaii with the eyes I did that day. When I was looking at Diamond Head from a far, which is so close to my house, I smiled inside. I was back to my comfort zone and it felt good. Everything that I have built on my own is there. Everything that I have accomplished and done, I thank that island, that took me in as one of the locals, allowing me to call it home; and I missed it.

Being right there, and not being able to go home and visit my friends was a torture. But I definitely enjoyed looking out to that familiar horizon, and remembering that 4 months before that, I was looking at the same horizon and wondering how my life would be after this trip – and there I was, inside the ship, with the same question in my mind. Will I ever be able to answer it?

We left to Hilo, and my heart felt a bittersweet feeling of leaving. I knew I would be back soon, but it would not be on those same conditions.

Hilo was also a bittersweet feeling, where I had the most fun I possibly could with my friends, where we enjoyed the beach where our local friend took us, ate poke again which I also missed, enjoyed the water and danced our butts off.

The time to get back on the ship was the hardest. Everyone looked like they were going back from a funeral. The vibe definitely changed on the ship, and for some reason I was still trying to deny that was it. The next time I would go down those stairs would be without a next port to look forward to.

Hawaii – onde eu comecei, onde terminou.

Por mais irónico que apareça, eu literalmente viajei ao redor do mundo em 4 meses, não somente fisicamente, mas eu vi tudo acontecendo dentro de mim. Depois que eu saí do Japão, nos fomos para o nosso último porto por um dia, que foi Hilo, Big Island, Hawaii. Mas, paramos em Honolulu para abastecer. Não podíamos sair pois estávamos estudando para as provas finais, mas não me deixou de observar do lado de fora a minha linda casa.

Pela primeira vez, eu senti saudade do Hawaii. Não que eu não amasse o Hawaii, mas eu nunca vi a ilha com os olhos que eu olhei aquele dia. Quando eu estava olhando para Diamond Head de longe, que é perto da minha casa, eu sorri por dentro. Eu estava de volta a minha área de conforto e me senti bem. Tudo que eu construí sozinha estava ali. Tudo que eu conquistei e foz, eu agradeço aquela ilha, que me adotou como um de seus locais, permitindo-me chama-la de casa; e eu estava com saudade.

Estando ali, e não poder ir para casa visitar os meus amigos foi uma tortura. Mas eu definitivamente gostei de ter observado aquele horizonte familiar, e me lembrar que 4 meses atrás eu estava olhando para aquele mesmo horizonte e pesando como a minha vida seria depois dessa viagem – e ali estava eu, dentro do navio, com a mesma questão. Será que um dia poderei responde-la?

Fomos embora para Hilo, e o meu coração sentiu o gosto doce e azedo de estar indo embora. Eu sabia que eu iria voltar logo, mas não seria naquelas mesmas condições.

Hilo também teve esse gosto, onde eu me diverti o máximo possível com meus amigos na praia que a nossa amiga local nos levou. Comemos poke, que eu estava com saudade, e ainda dançamos o dia todo.

A hora de voltar para o navio foi a pior parte. Todos pareciam que estavam indo para um funeral. A vibe definitivamente mudou dentro do navio, e por alguma razão, eu ainda estava tentando fugir da realidade que ali era o final. A próxima vez que eu descesse aquelas escadarias, seria para não voltar a outra porto

Categories: Hawaii | 1 Comment

Yokohama and the end of Japan trip

Our last morning in Tokyo was spent in the Tokyo Tower, where we could see a 360 degrees of the whole city, including Mt. Fuji. Although it was a foggy and cold day, I was still able to see it. We finished our day eating the best sushi I’ve ever had in the Fish Market – and most expansive too!

The transportation in Japan is simply spectacular. it is so easy to get from a city to another or to simply move around in one town by just using the train system.
We caught the train that afternoon to Yokohama, where we would meet the ship to leave to our last stop before getting off the ship, Hilo.

We met with a couple of friends and grabbed dinner at a restaurant where instead of seats, there were beds. Convenient, huh? We we able to grab a drink and eat as if we were in the comfort of our own home in our own bed. I thought that was pretty smart and fun! Japanese are so creative. Did I mention I love their toilets? Seriously…it has water to wash everything for you…it is warm… and it plays music!t Fantastic toilets I have to say.

Anyways, we also rode the roller coaster (of course, I love those things) that was brighting up the street.

I was finally back on the ship again, after our fun backpacking adventure throughout Japan. The next and last day, I visited the animated museum, where I saw a bunch of marks of my childhood, including the Zodiac Knights, where I felt a immense nostalgia remembering myself growing up watching it. Japanese cartoons play a very important role in many kids lives, I know it did in mine.

On a negative perspective, I had to write a report to my Human and Rights Ethics class about women in these cartoons. In my opinion, Japanese cartoons portray women out of the Japanese women’s reality. In other words, they emphasize the girls usually tall, huge eyes, big breasts and small waists, which is not the Japanese women stereotype. I also noticed their “fetiches” on school girl’s themes, which I don’t understand. I always watched these cartoons growing up, but now that I think about it, I do not see the women in a positive light, always being portrayed in a “sexy childish” way.

Well, I thought it was interesting being able to analyze it, however, it is difficult to understand ones culture when your mind does not think like theirs. That is why traveling allows you to respect all the differences, even when you don’t quite understand it.

Japan was an unforgettable experience, just like the past 10 countries I visited that past semester.

I was back to the ship, and my heart froze. The last port was coming, and although we were all still in denial, we had to face soon we would have to go our separate ways, and that crazy adventure was coming to an end.

Yokohama e o final da viagem no Japão

Passamos a nossa última manhã na Torre de Tokyo, onde podemos ver a vista em 360 degress da cidade, incluindo a montanha Fuji. Apesar de ter sido um dia nublado e frio, eu consegui enxerga-la.

O transporte no Japão é simplesmente espetacular; é tão fácil de sair de uma cidade até outra simplesmente usando o sistema do trem.
Pegamos o trem aquela tarde para Yokohama onde íamos encontrar com o navio para navegar até a nossa última parada, Hilo.

Encontramos alguns amigos e jantamos em um restaurante onde ao invés de cadeiras, eram camas. Conveniente, não? Podemos beber um drink e comer no conforto como se estivéssemos na nossa própria casa e própria cama. Achei muito inteligente e interessante! Os Japoneses são muito criativos. Eu mencionei as privadas? Sério…tem água para te lavar…que é quente por sinal…e ainda toca música para você! Privadas fantásticas, tenho que dizer.

Enfim, depois andamos em uma montanha russa (claro, eu amo essas coisas) que estava iluminando toda a rua.

Finalmente voltamos para o navio, depois da aventura do divertido mochilão no Japão. O dia seguinte, eu visitei um museu, eu eu vi muitas marcas da minha infância, incluindo os Cavalheiros do Zodíaco, onde eu senti uma nostalgia imensa relembrando eu crescendo e assistindo. Os desenhos Japoneses fazem um papel importante na vida de muitas crianças. Eu sei que na minha fez.

Olhando por um lado negativo, eu tive que escrever um papel para a minha aula de Direitos Humanos e Ética, sobre como a mulher é vista nesses desenhos. Na minha opinião, os desenhos Japoneses representam a mulher fora do padrão real da mulher Japonesa e sua realidade. Em outras palavras, eles enfatizam as mulheres geralmente altas, com olhos gigantescos, seios grandes e pequenas cinturas, o que foge totalmente do estereotipo das Japonesas. Também percebi seus “fetiches” com o tema de menina colegial, o que eu não entendo. Eu sempre assisti esses desenhos quando crescendo, mas só agora percebo que a mulher não é vista em uma luz positiva, sendo colocada sempre com o jeito de “criança sexy.”

Bem, eu achei interessante analisar esse tema e criar as minha própria opinião, mas, é difícil de entender a cultura do outra quando a sua mente n˜åo pensa como eles. Por isso que viajar te permiti respeitar todas as diferenças, até aquelas que você não concorda ou não entende.

O Japão foi uma experiência inesquecível, assim como os 10 últimos países que visitei esse semestre.

Eu estava de volta ao navio, e meu coração gelou. O último porto estava por vir, e mesmo que eu ainda tentasse negar, tínhamos que encarar que iríamos partir para diferentes caminhos, e que aquela louca aventura estava chegando ao fim.

Categories: Japan | Leave a comment

TOKYO…not drift!

The first thing we did waking up in the morning in the city of Tokyo, besides grabbing a city map, obviously, was visiting a shrine called Meiji Shrine. I visited so many temples during this trip that I lost count. They all had their own unique beauty and spirituality The Meiji shrine, however, was my favorite one. I still cannot explain why or what is it about this shrine that makes it so different from all the other ones. Truthfully, it was just the way I felt while I was in there.

It felt like it was magic – the colors, the shapes, the smell, everything seemed to contribute to the infinite beauty of that place. I felt such in peace with myself that it was indescribable. People were praying with such fever, that I could almost hear their prayer in my head.

I left the shrine feeling energized and ready to keep going with my adventures.

During lunch time, eating in a restaurant, we heard Portuguese. Brazil has the highest population of Japanese after Japan, and I guess in Tokyo there is a huge community of Brazilians as well. It was very comforting hearing my language so far from home! They gave us some tips as we headed out to see the Hachiko statue.

Hachiko is the story of the dog that waited for his owner at the same place everyday, even after his owner’s death. I know this sounds so sad, depressing and “fruity” but it is a beautiful story. The movie seriously brought me to tears, being the emotional person that I can be.The statue is small, right on the front of the train station where many people pass by trying to catch up with their busy lives.

it would be a challenge to not have a blast in Tokyo! Walking around, getting lost within the busy crowd, looking at the sky building, visiting the robot stores, eating more sushi and noticing locals marked my stay in Tokyo.

I was able to see the sunset in this beautiful square full of cherry blossoms as well; I could never get tired of looking at them, they’re so full of life! The way the Japanese sees them makes you appreciate the flowers’ beauty even more.

I visited the Akihabara district where all the video games are! It was a video game stop heaven on earth! It was funny seeing businessman dressed up from work having fun at the arched. Video games are really part of their culture.

What caught my attention the most was the “pee game” they had in the boy’s bathroom – don’t ask me how I found out; as a traveler, there is a need to explore…everything.

My backpacking trip in Japan was almost over, and Yokohama was my last stop the next day, where I was going to meet the ship.

A primeira coisa que fizemos quando acordamos na manhã em Tokyo, depois de pegar um mapa da cidade, obviamente, foi visitar uma santuário chamado de Meiji Shrine. Visitei tantos templos durante essa viagem que já perdi a conta. Mas, todas tinham sua beleza e espiritualidade única. Mas, a Meiji Shrine foi a minha predileta. Ainda não sei explicar o porque e o que faz com que essa shrine seja tão diferente das outras. A diferença na verdade, foi no jeito em que eu me senti.

Eu senti uma sensação mágica – as cores, os formatos, o cheiro, tudo parecia contribuir para a a infinita beleza daquele lugar. Eu me senti em uma paz incrível comigo mesma que foi indescritível. As pessoas rezavam com tanto fervor, que eu quase podia ouvir as suas preces na minha cabeça.

Eu saí de lá energizada e pronta para a minha próxima aventura.

Durante o almoço, escutamos Português em um restaurante. Brasil tem a maior população Japonesa depois do Japão, e aparentemente em Tokyo havia uma comunidade Brasileira grande. Foi bom escutar a minha língua longe de casa! Eles nos deram umas dicas enquanto saíamos para encontrar a estátua do Hachiko.

Hachiko é a história de um cachorro que esperou o seu dono no mesmo lugar todos os dias, mesmo depois da sua morte. Eu sei que nesse tom a história é triste, depressiva e “frutinha” mas é essa a beleza da história. O filme literalmente me deixou em prantos, ainda mais sendo essa pessoa emotiva que consigo ser nessas horas. A estatua é pequena, bem no meio da estação de trem bem movimentada , onde as pessoas passam com tanta pressa diante das suas vidas ocupadas.

Seria difícil não me divertir tanto em Tokyo! Andando, me perdendo com a multidão, olhando para o prédio Sky, visitando as lojas de robots, comendo mais sushi e prestando atenção nos locais marcou a minha estadia em Tokyo.

Eu pude ver mais um por do sol maravilhoso em uma praça repleta de flores cerejeiras; eu nunca me cansaria de olhar, elas são cheias de vida! O jeito em que os Japoneses as vêem, faz com que você as aprecia ainda mais.

Visitamos o distrito Akihabara, o distrito dos vídeo games! Era literalmente o céu na terra para quem curte video game. Era engraçado ver os empresarios todos vestidos se divertindo depois de um dia de trabalho. Video games realmente faz parte da cultura deles.

O que me chamou mais atenção foi o “jogo do xixi” que tinha no banheiro dos homens – não me pergunte como eu descobri; uma viajante precisa explorar….tudo.

O meu mochilão no Japão estava quase acabando, e Yokohama seria a minha última parada no dia seguinte, onde íamos encontrar o navio.

Categories: Japan | 4 Comments

Blog at WordPress.com. The Adventure Journal Theme.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.