Morocco

Perfect painting in my mind

It has been a challenge describing the month that I’ve spent in Morocco. For all that I have seen, everything stayed in my mind like a permeant painting on the wall, where I can just stare at it for a second; and flashbacks will make sure to remind me of all my adventures.

A beautiful painting of those colorful heard-scarfs wrapped around the shy women’s head, the cement color of the old Medina walls screaming history, the calm and yet dangerous sand of the enormous Sahara desert, the icing cold of the Atlas mountains, the kind Moroccan eyes of the people that crossed my path, or the innocent smiles of the childcare kids I took care of — all that and more set up a painting in my mind of the beautiful Morocco I saw.

I also saw the dirty, loud, dangerous and the women repressive Morocco. I felt lonely, confused and even afraid sometimes. I was out of place and out of my comfort zone, like I have never been before. I experienced an intense cultural shock that changed my life.

Morocco was an eye opening. It was the perfect place to leave all the discrimination, judgments, arrogance, differences and close minds behind.
I was able to embrace those that embraced me in their homes, despite all my differences. I was able to enjoy everything about their culture, including their amazing food. I was able to understand and respect their religion and beliefs, that once was unknown.

Although I have traveled to many countries before where I felt like an alien, I never stayed in a place for the amount of time I did during Morocco, since my traveling was always done while I was in school. Over there, I was able to work, study and get close to my host Moroccan family, volunteers, teachers and the kids of the childcare.

Traveling for two days from Hawaii, arriving in Morocco was a relief. Crossing through the immigration in Rabat, Morocco’s capital, was a “get ready” reminder of how language barrier will be walking beside me. Why in the world did I not learn French? Arabic, was unreal.

At the airport, I was already able to see the different faces; none of those familiar, which made me realize how far I was from home.

No one was waiting for me at the gate. Technically, there was supposed to, but the volunteer company got a bit confused with airports. My first challenge, right off the airplane…trying to explain to someone I needed a phone. I took a deep breath. I had all the reasons to maybe freak myself out. Trust me, it freaked me out a little to imagine myself all the way in Northern Africa.

However, good souls always come around. I was able to communicate with a local that borrowed her phone. I contacted the company’s advisor, met the other volunteers, and got taken to my next destination…where it all began.

 

 

Quadro perfeito na minha mente

Tem sido um obstáculo descrever o mês que passei no Marrocos. Tudo que vi, ficou na minha mente como um quadro permanente na parede, onde eu preciso somente olhar por um segundo; flashbacks fazem questão de me lembrar de todas as aventuras.

Um lindo quadro daqueles lindos lenços coloridos envolto das cabeças das tímidas mulheres, a cor de cimento das velhas paredes da Medina que gritam história, a calma e perigosa areia do enorme deserto do Saara, o frio nas montanhas Atlas, os bondosos olhos Marroquinos dos que cruzaram meu caminho, ou os sorrisos inocentes das crianças da creche que cuidei — tudo isso e mais estabeleceu o quadro na minha mente, do lindo Marrocos que vivi.

Também vi o Marrocos feio, barulhento, perigoso e que reprime mulheres. Me senti sozinha, confusa e muitas vezes tive medo. Me senti longe da minha área de conforto, como nunca estive antes. Eu experimentei um choque cultural intenso que mudou a minha vida.

Marrocos abriu os meus olhos. Foi um lugar perfeito para deixar para trás qualquer tipo de discriminação, julgamentos, arrogância, diferenças e mentes fechadas.
Eu abracei aqueles que humildemente me tiveram em suas casas, apesar de todas as nossas diferenças. Eu pude desfrutar muito da sua cultura, incluindo a deliciosa comida. Eu pude entender e respeitar sua religião e crenças que antes eram desconhecidas para mim.

Apesar de já ter viajado para diversos países antes onde me senti como um alienígena, eu nunca fiquei em um lugar com a mesma quantidade de tempo que fiquei no Marrocos, já que sempre viajei enquanto estudava. Lá, pude trabalhar, estudar e me sentir perto da família Marroquina que me recebeu, dos outros voluntários e professores da creche.

Viajando dois dias do Hawaii, chegar no Marrocos foi um alívio. Passando pela imigração em Rabat, a capital do Marrocos, foi mais um lembrete de “se prepare” para a barreira linguística que estará andando do meu lado. Porque diabos eu não aprendi Francês? Árabe então, fora de cogitação.

No aeroporto eu já podia reparar os diferentes rostos; nenhum familiar, onde me dei conta o quanto estava longe de casa.

Ninguém me esperava no portão. Tecnicamente, deveria ter, mas a companhia de voluntários que iria trabalhar se confundiram. Meu primeiro obstáculo, logo após saindo do avião…tentando explicar para alguém que precisava de um celular. Respirei fundo. Tive todas as razões para perder o bom senso. Acredite, pirei um pouco em imaginar-me sozinha na Africa do Norte.

Porém, boas almas sempre aparecem. Eu pude me comunicar com uma local que me emprestou seu celular. Falei com a assessora da companhia, conheci outros voluntários, e fui levada até o meu próximo destino…onde tudo começou.

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Thoughts before Morocco

People’s reaction when I said I was leaving to Morocco was usually the same. Most of them just thought it was insanity, a young woman like me traveling alone in a Muslim country where I do not even know the language. So typical. And that is why I can’t stand the expected, the usual, the same. My soul feeds from the curious, mystical, unknown. Living in paradise can be very fortunate, but it just reminds me that there is much more out there to be discovered.

Since 9/11 not just the United States but the whole world have judged the Muslim countries and its people without even really knowing them. I have never experienced a country where 98% of its population was Muslim, and there is no better way to learn then being there.

I was worried at first. Having these “feminists” ideas of how women should be really treated, and throwing myself out there, was a big step. I read so much about women not being able to drive, not being able to vote, not allowed to walk alone or without head scarfs,  really freaked me out. I was ready to feel like a little aunt trying to protest and being stepped all over.

The last image I had from Morocco was from the Brazilian novel “O Clone,” where although they showed the beautiful culture, they also showed men having multiple wives, women not having a saying in anything and constantly afraid of being humiliated in the middle of the Medina.

Come on, I knew there was much more than that. Generalization is the biggest weapon in heads of society. The beauty of traveling is discovering you were wrong all along.

I got on that plane with just a suitcase and an open mind ready for anything. My heart was genuinely open to teach those kids the little I knew, and I was ready to learn much more from them. I knew the language barrier was going to be harsh – I knew no Arabic nor French (their second language). Not being able to communicate was something that I had been through before, and I could still remember how frustrating it can be.

But if it was easy, anyone would do it. It takes a lot to be a traveler not a tourist, and look every experience from the bright side.

Trust me, everything you know about Morocco is probably wrong.

I am fascinated by its people and its culture and I will try my best to share each and every amazing experience I had.

Salam!

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Pensamentos antes do Marrocos

A reação das pessoas quando disse que viajaria para o Marrocos foi quase sempre a mesma. Quase todos acharam insanidade, uma jovem mulher viajando sozinha em um país Islâmico onde eu nem sabia falar a língua. Tão típico. E por isso que eu não aguento o esperado, o normal, o mesmo. Minha alma se alimenta do curioso, do místico, do desconhecido. Morando no paraíso pode ser afortunado, mas só me lembra o quanto existe lá fora para ser descoberto.

Desde o incidente do dia 11 de Novembro, não só os Estados Unidos mas o mundo inteiro tem julgado os países Islâmicos e suas pessoas sem ao mesmo saber um pouco sobre eles. Eu nunca tinha tido uma experiência em um país onde 98% das pessoas são Islâmicas, e não existe a melhor maneira de aprender do que estando lá.

Eu estava preocupada no início. Tendo essas ideias “feministas” de como a mulher tem que ser tratada, e me jogando nesse mundo dessa maneira foi um grande passo. Eu li muito sobre mulheres sem direito de dirigir, de votar, sem puder andar sozinha ou sem o lenço, me assustou. Ei estava preparada para me sentir uma formiga tentando protestar e sendo pisoteada.

A última imagem do Marrocos que me restou foi da novela Brasileira “O Clone,” onde embora mostrassem a linda cultura, também mostravam homem tendo mais múltiplas mulheres, elas sem ter uma palavra em nada e constantemente com medo de serem humilhadas no meio da medina.

Pera lá né, eu sabia que existia muito mais do que aquilo. A generalização é a pior arma na mão da sociedade. A beleza de viajar é descobrir que você estava errado o tempo todo.

Eu entrei no avião somente com a minha mala e uma mente aberta para tudo. Meu coração genuinamente estava aberto para ensinar um pouco que sabia, e estava preparada para aprender muito mais deles. Eu sabia que a barreira da língua seria difícil – Eu não sabia nada de Árabe nem Francês (a segunda língua deles). A sensação de não poder se comunicar era um sentimento que eu já tinha sentido antes, e eu ainda me lembro de como era frustrante.

Mas se fosse fácil, todos fariam. Há a grande diferença de ser um viajante e um turista, e ver cada experiência por seu lado positivo.

Acreditem, tudo que vocês acham do Marrocos, está provavelmente errado.

Eu estou fascinada por suas pessoas e a sua cultura. Farei o melhor para compartilhar cada experiência maravilhosa que tive estando lá.

Salam!

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Next stop- Morocco

Like I have mentioned before, you don’t realize the effects of Semester at Sea or traveling in general, until you notice your way of thinking reflecting on your decisions. Any decision, from big to small, silly or important; the point is, you see a little of a “new you” every day and it can be scary.

I did not just get a poisoned travel bug, but I started to constantly want to do something useful with my life.

I saw myself constantly studying and working hard, getting closer and closer to the finish line of my college life, and doing a good job. However, I still felt like something was missing.

I didn’t understand why I had to give some of my food every time I saw a homeless on the street, hoping they would not starve; or why I had the biggest urge to smile at strangers, hoping they would have a better day; or why I actually started caring whenever I asked “how are you doing?” to random people, hoping they would see their thoughts being heard.

Overall, I did not understand why things I already did sometimes without thinking, now became something I just had to do. Not because it turned to an obligation, but because my heart begged to – every time.

In the beginning I questioned myself, “seriously? Is this to make myself feel better? Or make me feel like a better person in the middle of all these people? Cause I ain’t no saint, and don’t want to be one!”

Then I realized it was never really about me. In reality, during those moments I didn’t think about myself, not once.

And I wish more people had moments like these, to just let your heart speak and act upon it. If we were all less selfish and looked a bit more around us instead of forward all the time, we would see the bigger picture.

And I thank all of these confusing yet clear thoughts to my struggles and happiness during my travels.

That’s why I decided to take another big step on my beginners travelers’ life – to travel, obviously. But not any kind of traveling. I wanted to spend a month doing something good for the community, just because I can. Because we all can, we just have to want to do it.

It would be my last Winter Break in college, and although I would love to spend it with my family, I decided to save all the money I could and volunteer in a country full of culture, history and people.

I chose Morocco.

Próxima parada- Marrocos

Como já tinha dito antes, você não se dá conta dos efeitos do Semestre do Mar ou de viajar em geral, até quando você começa a perceber o seu jeito de pensar refletindo nas suas decisões. Qualquer decisão, grande ou pequena, besta ou importante; o importante é que você vê um pouco do “novo você” todos os dias, e isso pode assustar.

Eu não só fui pega pelo mosquito venenoso viciado em viajar, mas comecei a querer fazer algo útil com a minha vida.

Eu me vi constantemente estudando e trabalhando pesado, chegando mais perto da linda final da minha vida na faculdade, e fazendo um bom trabalho. Entretanto, eu ainda sentia que estava faltando alguma coisa.

Eu não entendia porque eu tinha que dar um pouco da minha comida toda vez que via alguém na rua, com a esperança que ele não estivesse faminto; ou porque eu tinha o maior desejo de sorrir para um estranho, com esperança de melhorar o seu dia; ou porque eu realmente comecei a me importar toda vez que perguntava “como você está?” para qualquer pessoa, com a esperança deles perceberem suas vozes sendo ouvida.

Eu não entendia porque coisas que eu já fazia muitas vezes sem pensar, agora se tornaram coisas que eu tinha que fazer. Não porque viraram uma obrigação, mas porque meu coração pedia – toda vez.

No começo eu me perguntava “Sério? Isso é para me fazer sentir melhor? Ou me fazer sentir um ser humano melhor no meio desse bando de gente? Porque eu não sou um santo, e não quero ser um!”

E daí eu me toquei que nunca teve nada a ver comigo. Na realidade, durante esses momentos eu não pensei em mim, nem uma vez.

E eu queria que mais pessoas tivessem momentos assim, de deixar o coracão falar e agir sobre ele. Se nós fossemos menos egoístas e olhássemos mais ao nosso redor ao invés de para frente sempre, enxergaríamos a imagem mais complete.

E eu agradeço a todos esses sentimentos confusos porém claros há minhas lutas e felicidades durante minhas viagens.

Por isso decidi tomar mais um grande passo na minha vida iniciante de viajante – viajar, óbvio. Mas não qualquer tipo de viagem. Eu queria passar um mês fazendo algo de bom para a comunidade, somente porque eu posso. Porque todos nós podemos, basta querermos.

Seria a minha última férias de inverno, e embora eu adoraria passar com a minha família, eu decidi juntar todo o dinheiro que poderia e fazer um trabalho voluntário em um país cheio de cultura, história e pessoas.

Eu escolhi o Marrocos.

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